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Mural em solidariedade aos estudantes mobilizados e ocupados no Chile

outubro 10, 2011

Faz pouco mais de 5 meses estourou no Chile um novo momento social que iniciou-se com o setor da educação, mas que se expandiu a outros âmbitos da sociedade.

São marchas semanais com presença de 100 mil, 200 mil pessoas.

O Chile durante a ditadura de Pinochet viveu um processo de implementação do neoliberalismo declarado, entre outras coisas a privatização da educação, desde então as Universidades Públicas são pagas, há financiamento de escolas de ensino básico privadas, onde as crianças e jovens não pagam, mas também não há melhorias na educação. Porém aí está o problema, a privatização da educação gerou um endividamento de estudantes e seus pais, já que eles tinham que ser a garantia do financiamento (os financiamentos são estatais ou privados).Além disso, a educação é super conservadora e católica.

Tudo isso veio a estourar em 2006 na Rebelião dos Pingüins (os alunos de ensino médio de lá, que tem que usar terninho e gravata), onde algumas conquistas foram realizadas, mas não a gratuidade universitária e a melhoria da qualidade de ensino básico.

As negociações realizadas pelos dirigentes não abarcaram todo o movimento, mas fez com que o movimento dos pingüins se silenciasse por um tempo.

Mas o silêncio nem sempre quer dizer o fim! E em maio deste ano, os estudantes secundaristas novamente levantaram sua voz, se fizeram escutar por todos os cantos do Chile. Foram colégios tomados e ocupados, panelaços, marchas com a presenças de estudantes, pais, professores, apoiadores, familiares, enchendo novamente as ruas do Chile e de Santiago de esperança e rebeldia. Uma paralisação de 2 dias, que praticamente parou o Chile, com participação em Santiago de mais de 400 mil na marcha.

Há jovens do ensino médio e pais em greve de fome (agora não mais, mas ficaram mais de 7a dias em greve). Mostrando que apesar da jovem idade compreendem muito bem a realidade que estão vivendo. São eles os responsáveis pela força do movimento hoje.

Vale lembrar que o Estado e a polícia chilena também respondem com grande violência, tirando a força os estudantes dos colégios, dispersando as marchas com os carros de jatos de água química, batendo com a maior violência que se pode imaginar e não imaginar nestes estudantes. Aqui também lembramos a morte de Manuel Gutiérrez Reinoso estudante de 16 anos assassinado pela polícia chilena quando acompanhava uma marcha estudantil!

Isso nos incentivou a propor e a pintar um mural junto com alguns estudantes e agora companheiros do Instituto Nacional de Santiago, em solidariedade e em apoio a luta que está longe fisicamente da gente, mas que a sentimos em nossos corações.

Por uma educação livre até a revolução social!

Viva os estudantes secundaristas mobilizados, as ocupações e a fuerza de quem não se faz silenciar!

A solidariedade não reconhece fronteiras!

Arte Libertária

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